Ao longo da minha trajetória, encontrei repetidamente o mesmo cenário:
Pessoas inteligentes, dedicadas e que conheciam inglês.
Elas sabiam regras, possuíam vocabulário e conseguiam entender textos.
Mas, quando alguém começava a falar naturalmente, aquele inglês parecia desaparecer.
Muitas reconheciam uma palavra imediatamente quando a viam escrita, mas não conseguiam percebê-la em uma conversa.
Outras sabiam o que queriam dizer, mas não conseguiam fazer esse conhecimento aparecer com a mesma facilidade quando precisavam falar.
Durante muito tempo, essas dificuldades foram tratadas apenas como falta de confiança, falta de vocabulário ou falta de conversação.
Mas eu percebi que existia um problema anterior a tudo isso.
Mesmo sabendo inglês, o ouvido continuava procurando os padrões sonoros do português.
E a fala tentava reproduzir o inglês usando os movimentos que já estavam automatizados na língua portuguesa.
Foi a este fenômeno que dei o nome de:
Quando entendi o que estava acontecendo, ficou claro que não adiantava continuar oferecendo mais do mesmo.
Não bastava entregar mais listas de palavras, mais regras ou mais oportunidades de repetir frases sem saber o que perceber e o que ajustar.
Era necessário criar um caminho que trabalhasse: